sábado, 15 de março de 2014

Tenho tendência a escrever quando parece que tudo corre mal. Passar as emoções para uma folha de papel, ou até mesmo para um blogue, conforta-me. Este é um desses momentos de conforto, por isso deixo desde já o aviso para aqueles que não querem ser incomodados com os problemas dos outros, fazem vocês muito bem!

Luísa não sabia o porquê e também não estava certa do quando, mas de repente tudo mudara, e essa mudança sentia-se sempre que o via ou ouvia o seu nome.
Não lhe era possível concentrar-se noutras tarefas, ainda que tentasse, ele estava sempre a atormentar-lhe os pensamentos, tal fantasma num pesadelo do qual não se consegue acordar.
Não falava com ele há semanas e isso custava-lhe muito mais do que queria. Queria saber o porquê de ele se ter afastado, quando parecia que queria estar com ela.
Foi um erro terem estado juntos naquele dia, ambos sabiam disso, ela deveria ter dito que não. Devia ter percebido o jogo dele antes de o começar a jogar. Não percebeu as regras, o controle fugiu-lhe nos primeiros minutos e quando se apercebeu tudo terminara num game over que ia deixar marcas, e a pior delas todas, é que ele nem sequer se parecia importar.

More and more everyday...

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Dark dark days

Um bem haja àqueles a quem lhe acontecem coisas levadas da breca, aos que passam por problemas que conseguem estragar completamente, em apenas segundos, o seu ano inteiro. Aos amigos que sabem o que é sofrer por antecipação e depois disso, pois anteciparam a coisa certa.
E um especial obrigada aos que conseguem estragar o seu próprio dia sem fazer coisa nenhuma.

Untitled

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

When life gets in the way

Ela era apenas mais uma no meio de tantas. Não sabia dançar, não era de uma inteligência fora de série, sorria porque lhe dava gosto e não fazia por agradar, ria de sí e dos outros, daqueles que sabia que a deixavam rir-se de sí. Era gentil, mas por vezes parecia amarga. Ficava nervosa com as coisas mais simples, e tentava manter-se calma quando tudo parecia desabar.
Tinha consigo os melhores dos pais, na maioria dos dias, e os amigos mais sinceros que alguém poderia ter, também na maioria dos dias.
Gostava de andar descalça no verão, pelo quintal. Gostava de brincar com os seus inúmeros gatos e cães. Mas acima de tudo, gostava dele.

Ele era o único. O único que fazia o seu coração pular, simplesmente por ouvir o seu nome. Era ele que a fazia sorrir sozinha, enquanto a distraía do que quer que devesse estar a fazer. Era mais alto que ela e isso agradava-lhe. Deixava crescer a barba, e ainda que ela não lho dissesse, adorava quando o fazia. Era inteligente, mais do que ela, embora ela também não lho admitisse. Nunca dava parte fraca, tentava ganhar-lhe nas suas pequenas "competições", que só os dois entendiam.
Ele dizia-lhe pare ter calma com ele. Ela tentava fazê-lo. Tentava distrair-se com outras coisas para não pensar nele, mas quando o dia começava, era a primeira coisa que lhe vinha ao pensamento. E quando o dia terminava, era a última antes de adormecer e sonhar com ele.


Feeling Lost..

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Writting

A meu ver, escrever é uma tarefa difícil. É algo que de que se tem que gostar mesmo se for para ficar bem feito, caso contrário irá parecer forçado, artificial.
Há aquelas pessoas que sabem escrever, colocar a pontuação nos sítios certos, enunciar uma ou outra palavra mais bonita, enfim, sabem a teoria do que é escrever um texto "politicamente correcto". 
Há também outras que por vezes têm um erro gramatical ou outro, mas que quando escrevem sabem realmente o que estão a fazer, e as suas palavras tocam-nos ou são-nos de algum modo familiar.
Há textos que nos fazem pensar sobre determinados assuntos e há aqueles que nos aconchegam e nos fazem sorrir por serem tão simples e ao mesmo tempo tão belos.
O meu caso, no entanto, julgo não ser nenhum destes, penso não ter uma categoria que defina a maneira como escrevo, pois quando escrevo as minhas ideias são por vezes demasiado rápidas e umas vezes consigo realmente dizer aquilo que quero, enquanto que outras tal não acontece.
Tanto posso acordar e não ter nada para dizer, como posso ter um turbilhão de coisas na minha mente que quando tento passar para o papel, saem como um novelo com os fios todos embrulhados uns nos outros e sem se saber ao certo onde começa e onde acaba. Quero com isto dizer que ao começar com um certo tema, posso ir acabar noutro totalmente diferente, e isso por vezes torna-se um pouco angustiante.
Posto isto, posso apenas finalizar dizendo que escrever é uma paixão que nasce connosco. É a maneira que temos de exprimir aquilo que por vezes nos é difícil dizer em voz alta, sendo que outras vezes serve apenas como uma forma de fugir à realidade que nos rodeia, ou até mesmo desabafar sobre a mesma.
Se gostam de escrever, mas não acham que têm muito jeito para a coisa, aconselho a que o façam na mesma. Quer seja num diário, numa folha de papel solta ou até mesmo num blogue, se gostam de dizer o que vos vai na alma não se acanhem. 
Não o façam para os outros, façam-no para vocês, e façam-no porque gostam. 

s e a b o i s *:・゚✧・゚ ・* | via Tumblr




New day

E como para mim hoje é segunda-feira, fica aqui um incentivo para os que têm que se levantar mais cedo para ir trabalhar.

Boa semana.



The Lumineers - "Stubborn Love"

sábado, 25 de janeiro de 2014

Back Home

Já sentia falta de passar uns serões à lareira com a minha família. Dos almoços com os amigos de sempre, dos passeios pela "Santa Terra", as some may call it, de brincar com a minha cadela, e "brigar" com o pestinha do meu gato (que engordou a olhos vistos).

Estar em casa conforta-nos sempre, ainda que possam haver discussões e "zaragatas". Faz parte. O que é certo é que quando se aproxima a hora de ir embora outra vez, nunca apetece. É como deixar um pedaço de nós, que só voltamos a encontrar no conforto daquelas quatro paredes que nos viram crescer.

No entanto também é bom sair, experienciar novas aventuras, conhecer ideais diferentes, comer em novos sítios, ir a um cabeleireiro que não é o mesmo de sempre, conhecer a senhora da mercearia no fim da rua, que nunca nos viu antes, mas que nos trata como se nos conhecesse.

Resumindo e concluindo, estudar fora de casa não é pêra doce, mas também não é tão amarga assim...

🌊🐬